Consumo de vinho: Brasil consolida posição em 2021, ano marcado por reviravoltas

Após ter sido, dentre os 20 maiores consumidores de vinho do mundo, o país com melhor desempenho em 2020, o Brasil consolidou no ano passado sua posição como 13º maior mercado para o vinho a nível mundial. Com uma variação positiva de 1,2% em relação aos números revistados de 2020, o Brasil, contrariando algumas expectativas mais pessimistas, parece contar agora com um público mais amplo.

A nível mundial, porém, 2021 foi um ano de variações extremas no que diz respeito ao consumo de vinho. Embora a nível global o consumo tenha crescido cerca de 0,7%, para 236 milhões de hectolitros, diversos países mostraram fortes flutuações. De um lado, alguns países europeus mostraram crescimento, recuperando-se do forte impacto da pandemia do COVID-19 sobre o consumo de vinho. De outra parte, alguns mercados, sobretudo na Ásia, seguiram perdendo consumidores e parcela de mercado.

Mercados europeus

Impulsionada por um crescimento de 8% em seu consumo, a França garantiu a segunda posição (somente atrás dos Estados Unidos), como maior consumidor de vinho do mundo. Esta forte recuperação em 2021 permitiu aos franceses fecharem o ano com um patamar acima daquele registrado em 2019, antes da pandemia.

Mesmo mantendo um nível próximo do registrado em 2020, a Itália manteve o terceiro posto. Além disso, fechou 2021 com seu consumo de vinho no patamar mais alto desde 2008. O quarto e quinto maiores mercados mundiais, Alemanha e Reino Unido, respectivamente, mostraram relativa estabilidade. Já a Espanha, por sua vez, registrou forte recuperação, com o consumo crescendo 9,9% no ano passado.

Com estes números, a União Europeia fechou 2021 com um consumo cerca de 3% acima de 2019. Em uma perspectiva de prazo mais longo, porém, sua parcela no consumo mundial segue baixando, caindo de 59% em 2000 para 48% no ano passado.

China em queda livre

Após ter registrado um consumo recorde de 19,3 milhões de hectolitros (mhl) em 2017, a China engatou uma forte tendência de queda nos últimos quatro anos. Seu consumo encerrou 2021 em apenas 10,5 mhl em 2021, 15,4% abaixo de 2020 e 45% abaixo do pico. Além de altas tarifas sobre os vinhos australianos (um dos maiores vendedores de vinho à China até 2020), o mercado chinês perdeu fôlego por conta da menor demanda e fim do boom visto até 2017.

O segundo maior mercado da Ásia, o Japão, também mostrou queda de consumo em 2021, que ficou 5,4% abaixo do nível anterior. Nos demais países fora da Europa, outro destaque negativo ficou com a Argentina (-11,1%), que segue vendo seu consumo cair rapidamente desde 2000. Por outro lado, o consumo na África do Sul aumentou 27,4%, refletindo o fim das restrições impostas em 2020.  

Dados para os 20 maiores consumidores

Confira na ilustração abaixo os 20 maiores consumidores de vinho em 2020. Se você está usando seu celular ou tablet e quiser ampliar a visualização, toque e solte rapidamente cada um dos círculos. Caso queira ver os dados completos de cada país, basta tocar no círculo correspondente e manter até que o pop-up com dados apareça. Se estiver usando PC, basta passar o cursor do mouse.

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