Vale a pena? conheça algumas dicas para comprar vinhos no supermercado

Comprar vinhos no supermercado é algo muito comum, até pela praticidade que isso proporciona. Cada dia mais, os grandes supermercados têm dado mais atenção aos vinhos e aumentando as alternativas oferecidas, respondendo ao crescente consumo de vinhos no Brasil. Mas será que vale à pena?

Para responder esta pergunta, é importante, antes que mais nada, entender qual a sua relação com o vinho. Assim como qualquer produto oferecido nos supermercados, tanto a qualidade como o preço dos vinhos variam bastante. Pense, por exemplo, em um sorvete. Existem aqueles mais básicos e baratos, mais para o consumo no dia a dia. Porém, também há os sorvetes artesanais, mais sofisticados e caros. Com o vinho, temos algo parecido.

Vinhos de produção em massa

Se na hora de comparar o sorvete mais baratinho com aquele artesanal a diferença de qualidade pode ser gritante, o mesmo pode acontecer no vinho. Em geral, a grande maioria dos vinhos que podem ser encontrados nas prateleiras de supermercados são aqueles de produção em massa, quase um artigo industrial. Quase não há espaço para vinhos artesanais.

Até por serem mais baratos, em geral são vinhos mais simples e não muito sofisticados, o que, não implica, porém, que sejam necessariamente ruins. Existem, sim, opções de bom custo-benefício em supermercados, mas é preciso garimpar. Infelizmente, porém, até pelo preço absurdo dos vinhos no Brasil (impostos, câmbio nas alturas e margens elevadas), boa parte dos vinhos vendidos em supermercados deixa a desejar.

Opções de melhor qualidade

Porém, alguns supermercados buscam trazer alternativas melhores, quebrando o monopólio dos vinhos industriais e de grande volume de produção. Da mesma forma que os sorvetes artesanais, alguns supermercados ampliaram sua oferta de vinhos também para incluir vinhos mais artesanais, onde existe uma preocupação maior com qualidade do que com preço.

Ou seja, a oferta de vinhos em supermercados, em geral, cada vez mais não fica somente restrita a vinhos mais simples e voltados para o consumo no dia a dia. Alguns supermercados, inclusive, podem aparecer como uma alternativa para quem acabou não se planejando e ficou sem um vinho de qualidade para servir naquele jantar especial.

Cuidado com os preços

Porém, comprar vinhos no supermercado exige não somente atenção com qualidade, mas também com preços. Para os vinhos mais simples e baratos, o preço oferecido nos supermercados tende a ser vantajoso, pois, por conta do alto volume comercializado, os supermercados negociam descontos maiores com os fornecedores. Isso acontece com quase todos os produtos de consumo corriqueiro (além do sorvete, pense também no arroz e feijão), portanto faz sentido também para vinhos mais industriais.

Já para vinhos mais caros, aí a coisa muda de figura. Já alertamos sobre as liquidações de supermercados, que mostram descontos bem atrativos, porém partindo de preços originais mais altos. Pode parecer tentador comprar um vinho de R$ 100 com 50% de desconto. Mas este desconto talvez não seja assim tão grande, já o mesmo vinho pode ser encontrado em outro local sem desconto a R$ 75. Portanto, antes de comprar vinhos mais caros no supermercado a preço cheio, não custa nada checar alternativas.

Opte por produtores reconhecidos

Para quem já está um pouco mais familiarizado com vinhos e reconhece produtores, uma dica importante é optar por vinhos daqueles produtores de melhor reputação. Embora seus vinhos mais baratos sejam elaborados a partir de videiras mais jovens ou de pior localização, são poucos produtores mais conceituados que se arriscam a colocar seu nome em um rótulo de vinho ruim. São os chamados “vinho de entrada”, aqueles mais simples e baratos do portfolio oferecido pelos produtores.

Falando em produtores de boa reputação, também é comum encontrar em supermercados vinhos exclusivos de um produtor para estes varejistas. Isso ocorre bastante com produtores brasileiros, que criam séries exclusivas para algumas redes de supermercado. Por conta da qualidade do produtor, podem valer a pena.

Marcas próprias

Existe uma outra categoria pode trazer boas surpresas, embora exija um pouco mais de cuidado por parte do consumidor. São os vinhos engarrafados para o varejista, sem carregar o rótulo do produtor. Pode parecer estranho um produtor não querer colocar seu nome no rótulo, mas em alguns casos há uma explicação para isso.

Por exemplo, em safras muito grandes, acaba sobrando vinho. E alguns produtores não mexem na quantidade oferecida dos vinhos com seu nome, com temor de afetar preços. A alternativa pode ser vender o vinho a granel para varejistas, que podem, assim, vender o vinho a um preço abaixo daquele que carrega o nome do produtor no rótulo. Porém, como em outras alternativas, também vale a pena pesquisar a origem do vinho antes de comprar.

Imagem: 9310613 via Pixabay  

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