Vinho aberto na garrafa: quando tempo vale a pena guardar?

Embora o vinho fique entre as melhores bebidas do mundo, não são poucas as ocasiões quando sobra um pouco na garrafa. E, em boa parte das vezes, isso pode não ter relação com a qualidade do vinho, mas sim como circunstâncias específicas de quem está bebendo. Como tudo na vida, vinho em excesso também não é uma boa ideia.

Mas o que fazer com o que sobrou na garrafa, especialmente se o vinho agradou? A melhor alternativa é guardar a garrafa na geladeira, preferencialmente tentando reduzir o contato do vinho que sobrou com o oxigênio, para reduzir o impacto da oxidação. Hoje em dia já existem soluções modernas e bem eficientes, como o Coravin, ou mesmo aquelas bombinhas de vácuo, que também podem fazer um ótimo papel.

Tempo de conservação

Certamente estas duas alternativas aumentam muito o tempo no qual o vinho pode ficar aberto. Isso ocorre, sobretudo, no caso do Coravin, que, na teoria, permite que o vinho fique meses na garrafa em uma condição muito próxima àquela encontrada quando inicialmente aberto. Para quem não tem esta tecnologia em mãos, porém, vale a pena algumas dicas.

O tempo no qual o vinho pode ficar aberto varia de acordo com uma série de fatores, muitos deles ligados à sua idade, seu estilo ou processos de elaboração. De forma geral, quando mais novo o vinho, mais tempo ele consegue durar aberto, até porque menos oxidação ocorreu em garrafa. Entre um Cabernet Sauvignon 2018 e um 1998, é muito provável que o mais jovem se conserve melhor.

Mas idade não é o único fator. E algo que pode fazer muita diferença é o tipo de vinho e os processos adotados na sua elaboração. Vinhos espumantes, brancos, rosés, tintos, de sobremesa ou fortificados, em geral, mostram uma resistência muito diferente à ação do oxigênio. Buscando isolar as variáveis, vamos focar, daqui em diante, em vinhos mais novos.

Os menos duráveis

Até pelas suas características, os vinhos espumantes são os que mais sofrem. Em primeiro lugar, eles rapidamente perdem o perlage (aquela efervescência que os tornam tão frescos), até um ponto onde eles praticamente se tornam um vinho tranquilo. Para vinhos espumantes, o tempo máximo depois de aberto fica entre algumas horas a um dia.

Para vinhos brancos mais leves, em geral, não vale a pena passar de dois a três dias. Já para os brancos mais estruturados, sobretudo aqueles que passaram por barris de carvalho, o tempo máximo aberto não deve passar de três a quatro dias. O mesmo vale para vinhos rosé.

Os mais duráveis

Por conta das propriedades antioxidantes dos taninos, os vinhos tintos, de forma geral, resistem mais tempo abertos. Para tintos leves, muitas vezes o vinho consegue resistir até cinco dias, prazo que sobe para até sete dias no caso de tintos mais encorpados. Vale sempre lembrar que estes períodos podem variar, dependendo também das uvas usadas ou métodos de produção.

Os vinhos de sobremesa, que normalmente possuem maior acidez e mais açúcar, aguentam ainda mais. Não é incomum deixar este tipo de vinho na geladeira e praticamente não notar diferenças em períodos que variam de duas a quatro semanas. E isso não é tudo, há aqueles que resistem ainda mais, às vezes meses.

Por fim, refletindo a maior concentração de álcool, os vinhos fortificados, como Porto, Madeira e outros, são os campeões de durabilidade. Embora gradualmente percam suas propriedades depois de abertos, podem durar meses na geladeira, sobretudo aqueles de safras mais recentes. O ideal, porém, é evitar períodos acima de três meses, até porque algumas características podem ser perdidas.

Imagem: Adriano Gadini via Pixabay

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