Viticultura em destaque: conheça os países com maior proporção de vinhedos no mundo

O vinho é mais do que apenas uma bebida alcóolica, em muitas regiões do mundo é também um importante componente da cultura nacional, com longo histórico e muita tradição. Mas além desta dimensão cultural, existe também a percepção da viticultura como atividade econômica. E, neste sentido, o quadro mudou muito nas últimas décadas, com o rápido crescimento também da área de vinhedos em países de menor tradição na viticultura.

Por conta desta rápida mudança, países como Chile ou Nova Zelândia seguem ganhando posição entre os maiores produtores de vinho, por conta da expansão de suas áreas de vinhedos nas últimas décadas. Mas qual o peso da viticultura dentro da economia de diversos países? Para responder esta pergunta, analisar qual a proporção de vinhedos em relação ao total da área de cultivo agrícola é uma estatística fundamental.

Tradição milenar

Se muita coisa mudou no mundo nos últimos 8.000 anos, uma delas aparentemente resistiu à passagem do tempo. Quando se analisa a parcela de vinhedos em relação à área agrícola total, a maior proporção é encontrada na Geórgia, apontada por diversas evidências como o berço da vinicultura. Em poucas palavras, o vinho segue sendo não somente parte da cultura, mas um importante setor da economia georgiana.

Em 2017, os vinhedos cobriam 11,47% da área agrícola da Geórgia, a maior proporção entre todos os países analisados. Apesar disso, a uva era a segunda cultura de maior área plantada neste país localizado no Cáucaso. Os líderes eram os cereais, com destaque para milho e trigo. Outras culturas de destaque eram chá, frutas cítricas e outras cítricas.

Novo e velho mundo

Portugal vem logo a seguir, com os vinhedos respondendo por 10,46% de sua área agrícola. Apesar do elevado volume de vinho exportado, a força da viticultura portuguesa se reflete no fato de Portugal liderar as estatísticas de consumo de vinho per capita. Cada português, em média, consumia em 2017 o equivalente a 58,5 litros de vinho por ano, deixando para trás França e Itália, que vinham na sequência.

Mas as videiras também ocupam um espaço importante em países do Novo Mundo. O Chile aparece como o terceiro colocado na proporção de vinhedos em relação à área agrícola. Com 8,26% da área, os vinhedos chilenos garantem o país andino entre os dez maiores produtores mundiais de uvas. Aliás, apesar da relativamente pequena dimensão de sua área adequada para a agricultura, o Chile tem forte presença na produção de frutas. É um dos cinco maiores produtores mundiais de cereja e cranberry, e, além das uvas, fica entre os dez maiores produtores de maçã, kiwi, pêssego, ameixa e avelã.

Surpresas, tradição e novidades

Dois países disputam a quarta posição. De um lado, a surpreendente Moldova, país que fica entre a Romênia e a Ucrânia e atualmente tem a maior área de vinhedos do mundo da variedade Aligoté, com 7,65%. De outro a Itália, com 7,58% de sua agricultura dedicada à viticultura. Completam a lista dos dez principais países: Nova Zelândia (5,72%), Espanha (5,53%), França (4,05%), Suíça (3,55%) e Áustria (3,37%).

Estes números evidenciam que a viticultura se concentra principalmente em países de clima temperado. De fato, a maior parte da produção de uvas fica entre as latitudes 30 e 50 graus, seja no Hemisfério Norte como Sul. Se analisada a nível global, a proporção de vinhedos sobre a área de agricultura cai para apenas 0,48%.

Se a análise ficar com os cinco maiores países do mundo, curiosamente a maior proporção de vinhedos fica com a China, com 0,64%. Nos Estados Unidos ela fica em apenas 0,27%, seguido por Brasil (0,12%), Rússia (0,05%) e Canadá (0,02%).

Fonte: American Association of Wine Economists

Imagem: Ioannis Ioannidis via Pixabay

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